(Imagem: Reprodução / Marcelo Caltabiano)
Por Danilo Costa
O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté (Sindserv) convocou os servidores municipais para uma Assembleia Geral Extraordinária nesta quinta-feira (28), em frente ao Paço Municipal, para discutir os rumos da Campanha Salarial 2026 e a possibilidade de greve geral por tempo indeterminado.
O encontro está marcado para acontecer na Avenida Tiradentes, 520, no Centro de Taubaté, com primeira convocação às 18h30 e segunda convocação às 19h.
Segundo o sindicato, as negociações com a administração municipal chegaram a um impasse após o governo da cidade informar que, neste momento, não há proposta de reajuste salarial para a categoria.
Sindserv afirma que negociações poderão ser retomadas apenas em julho
De acordo com o edital assinado pela presidente do sindicato, Rosalba Ramos Reis, a Prefeitura teria informado que as conversas sobre as reivindicações econômicas poderão ser retomadas apenas a partir de julho de 2026, sem garantias de avanço nas negociações.
Ainda segundo o Sindserv, a categoria demonstra insatisfação com a ausência de propostas econômicas durante a campanha salarial deste ano.
Entre os principais pontos que serão debatidos na assembleia estão:
- Análise do impasse salarial;
- votação sobre possível greve geral por tempo indeterminado;
- definição de eventual data para paralisação;
- manutenção de serviços essenciais;
- autorização para ações jurídicas e políticas por parte do sindicato.
O sindicato afirma que as reivindicações econômicas dos servidores “não foram contempladas em nenhum centavo”, o que motivou a convocação da assembleia desta quarta-feira.
Governo municipal de Taubaté diz que reivindicações de servidores são inviáveis diante de dívida de R$ 1 bilhão
Após a última assembleia realizada entre representantes do sindicato e do governo municipal, na sexta-feira (22), a Prefeitura de Taubaté afirmou que as reivindicações econômicas apresentadas pela categoria teriam impacto superior a R$ 200 milhões anuais no orçamento da cidade.
Segundo a administração municipal, a situação fiscal do município e uma dívida estimada em cerca de R$ 1 bilhão impedem, neste momento, o atendimento integral das demandas apresentadas pelos servidores.