(Imagem: Divulgação / Cadu Gomes / VPR)
Por Danilo Costa
Durante agenda oficial em Caraguatatuba, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comentou nesta sexta-feira (29) a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) junto ao governo dos Estados Unidos sobre a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
As declarações foram dadas a jornalistas e divulgadas inicialmente pelo Correio Braziliense.
Alckmin questiona atuação de Flávio Bolsonaro durante agenda em Caraguatatuba
Segundo Alckmin, integrantes da família Bolsonaro estariam tentando desviar o foco das discussões relacionadas ao Caso Banco Master.
O vice-presidente afirmou que membros do chamado “clã Bolsonaro” estariam priorizando interesses pessoais em vez de questões nacionais.
“O que eu lamento nesse episódio é que infelizmente membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país”, declarou Alckmin durante entrevista.
EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
A declaração ocorreu após o governo dos Estados Unidos anunciar, nesta quinta-feira (28), a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Conforme informações divulgadas pela Casa Branca e repercutidas pelo Correio Braziliense, a medida busca ampliar mecanismos de combate financeiro às facções criminosas.
Flávio Bolsonaro esteve recentemente nos Estados Unidos e publicou nas redes sociais agradecimentos ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Segundo o senador, ele teria solicitado pessoalmente apoio para que as facções brasileiras fossem enquadradas como grupos terroristas.
Ainda de acordo com o Correio Braziliense, o governo norte-americano chegou a sugerir mudanças na interpretação brasileira sobre o tema.
O Brasil, porém, manteve o entendimento previsto na Lei Antiterrorismo de 2016, que define terrorismo ligado a atos motivados por xenofobia, discriminação, preconceito ou ataques à ordem democrática.
Vice-presidente aponta possíveis impactos econômicos para o Brasil
Durante a entrevista em Caraguatatuba, Alckmin também avaliou que a classificação adotada pelos Estados Unidos pode trazer reflexos negativos para o Brasil.
Segundo ele, a medida não deve impactar diretamente o combate ao crime organizado e ainda pode gerar consequências econômicas.
“Isso é ruim para o Brasil. Pode ter consequências na área do sistema financeiro, na área da economia. Não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”, afirmou o vice-presidente.
Alckmin também citou ações recentes aprovadas pelo Congresso Nacional para endurecer o combate às organizações criminosas.
Entre elas, mencionou a chamada Lei Antifacção, que amplia penas e estabelece novas medidas relacionadas ao crime organizado.
Com informações do Correio Braziliense